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Arsenal 3-1 Burnley - Report



O Arsenal regressou às vitórias, depois de levar esta tarde vencida a equipa do Burnley por 3-1. Pierre-Emerick Aubameyang e Alex Iwobi fizeram os golos dos Gunners, enquanto Ashley Barnes fez o golo dos Clarets.


Arsenal: Leno, Maitland-Niles, Sokratis, Monreal, Kolasinac, Elneny, Xhaka, Guendouzi, Özil, Aubameyang, Lacazette
Subs: Cech, Lichtsteiner, Iwobi, Ramsey, Torreira, Nketiah, Saka

Burnley: Hart, Bardsley, Long, Tarkowski, Mee, Taylor, Westwood, Cork, Hendrick, Barnes, Wood
Subs: Heaton, Lowton, Gibson, Koiki, Vydra, McNeil, Vokes


Várias alterações protagonizadas por Unai Emery para este encontro, embora o treinador espanhol continue a não abdicar do seu esquema táctico de três centrais. Maitland-Niles entrou para o lugar do lesionado Bellerín, enquanto Elneny e Özil regressaram à titularidade em jogos da Premier League.

O jogo começou praticamente com uma oportunidade para cada lado. Primeiro para o Arsenal, quando Aubameyang serviu na direita Maitland-Niles e o inglês rematou rasteiro cruzado para defesa apertada de Joe Hart. Na resposta em contra-ataque Ashley Barnes fica a centímetros do poste da baliza defendida por Bernd Leno.

Aos 8 minutos o Arsenal fica novamente perto de inaugurar o marcador. Bom trabalho de Lacazette na esquerda com o cruzamento a sair para a cabeça de Mohamed Elneny. A bola ficou aos saltitões na pequena-área e por pouco não foi desviada por um jogador do Burnley para a própria baliza.

O primeiro golo do jogo surgiu aos 14 minutos por Pierre-Emerick Aubameyang. Cruzamento excepcional de Mesut Özil para o segundo poste onde Kolasinac atrasa para Aubameyang e o avançado do Arsenal só teve de atirar par ao fundo da baliza. 1-0 e o Arsenal estava na frente ainda relativamente cedo no jogo.

34 minutos e os ânimos aqueceram no relvado, num lance dividido entre Barnes e Sokratis. Já depois da linha lateral o jogador do Burnley fez uma gravata ao defesa grego do Arsenal e rapidamente estavam todos os jogadores aos empurrões. O árbitro Kevin Friend decidiu acabar com a confusão dando o cartão amarelo ao jogador do Burnley.

A vantagem ao intervalo era justa para o Arsenal, numa primeira parte que fica ainda marcada pela lesão de Nacho Monreal. O defesa espanhol foi obrigado a abandonar o relvado aos 37 minutos, dando lugar a Stephan Lichtsteiner, e seguiu direto para os balneários. Ainda não há noticias do que terá acontecido, mas o jogador lesionou-se sozinho.

A segunda-parte começou praticamente com o segundo golo do Arsenal. Kolasinac colocou a bola em Lacazette e o francês serviu para dentro da área Aubameyang. O avançado do Arsenal de frente para Joe Hart fuzilou a baliza e não deu qualquer hipótese ao guarda-redes adversário.

Depois Mattéo Guendouzi tornou-se o saco de pancada para os jogadores do Burnley. Primeiro foi Barnes, que já tinha amarelo e devia ter sido imediatamente expulso, pisou o jogador do Arsenal quando este já estava no chão e o árbitro havia apitado falta, e depois Cork fez uma entrada duríssima sobre o jovem francês.

Barnes, que devia já estar na rua, voltou a colocar o Burnley no jogo quando aos 63 minutos fez o 2-1. Lance confuso na área do Arsenal, com muitos ressaltos lá pelo meio, e a bola acabou por sobrar para o jogador do Burnley, que de frente para Leno não teve dificuldades em reduzir a desvantagem no marcador.

A equipa visitante acreditava no empate e começou a carregar o Arsenal. Aos 80 minutos esteve perto do golo após uma reposição de bola de Joe Hart, mas o remate de Sam Vokes saiu às malhas laterais de Bernd Leno.

O Arsenal podia ter acabado com o jogo aos 87 minutos, mas o cruzamento de Kolasinac passou por toda a pequena-área e não apareceu ninguém para desviar. No entanto o 3-1 final acabou por aparecer já em tempo de compensação por Alex Iwobi. Mesut Özil passou por dois adversários já na área do Burnley e depois Iwobi atirou para a baliza estabelecendo o resultado final.

Vitória justa do Arsenal, num jogo em que se colocou a jeito quando o Burnley reduziu para 2-1. A equipa conseguiu assim responder positivamente às duas derrotas seguidas e começa agora a preparar a deslocação ao terreno do Brighton na próxima quarta-feira.


MELHOR EM CAMPO: Sead Kolasinac
Aubameyang até pode ter marcado dois golos, mas o prémio vai para o jogador bósnio do Arsenal. Esteve bem a defender e forte no jogo físico. Ainda melhor a atacar onde conseguiu aparecer com bastante perigo na área adversária e serviu Aubameyang para o primeiro golo do jogo. Com a nova lesão de Nacho Monreal neste jogo, Kolasinac parece começar a ganhar cada vez mais minutos.

4 comentários:

  1. Merece. Realmente esteve muito bem o Saed!

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  2. Um regresso às vitórias que se saúda depois de dois desaires seguidos perante um adversário que pouco incomodou e que abusou mais do jogo duro do que propriamente em jogar futebol, realmente uma das piores equipas deste campeonato.
    Porém, os problemas persistem. A defesa é sempre a sofrer golos quase todos os jogos, é ver o Sokratis e o Leno sozinhos a apagar os fogos. No meio campo, aposta-se num jogador sem qualidade alguma para ser titular do Arsenal (Guendouzi) não tem velocidade, força e capacidade para recuperar bolas que se exige para um médio, pois jogar no meio campo não é só saber fazer passes simples. Não percebo realmente a razão da sua titularidade, faz recuar aos tempos de Jenkinson, Djourou, Senderos ou Squilacci a titulares sem se perceber. Que saudades de Coquelin ou Wilshere que eram bem melhores que este.
    O ataque tem rendido quase sempre, o 2º melhor ataque da Premier assim o prova, mas seria necessário em Janeiro mais um jogador para complementar com as únicas 2 soluções actualmente para a zona ofensiva.
    Mais, Ozil entra e sai da equipa e não apresenta continuidade no onze titular, mesmo que faça jogos positivos parece que não é do agrado do seu treinador (deve preferir que jogue outro Guendouzi na sua posição), Ramsey raramente é titular (porquê?) no lugar onde deve jogar (médio centro) e estamos em Dezembro sem um onze base definido, com o treinador a proceder a mudanças constantes, o que não é nada normal nas equipas de topo, que todas elas apresentam já um onze base (veja-se os rivais e constatamos que é verdade).
    Aguardemos por este período congestionado de jogos nesta fase natalícia e Ano Novo para ver o que o futuro nos reserva, esperam-se vitórias na maioria dos jogos.

    PS: Concordo inteiramente com a escolha do melhor em campo, o Kolasinac esteve a um nível alto, participou nas jogadas do 1-0 e 2-0 e foi sempre um perigo a atacar, só deve é ter mais cuidado com os empurrões desnecessários dentro e fora da área, pois pode encontrar árbitros mais rigorosos que marcam faltas e podem custar caro à equipa no resultado final.

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    1. As lesões, principalmente no sector recuado, não têm permitido que Emery consiga ter um onze titular base tal como já vem acontecendo nos outros rivais.

      Relativamente ao Guendouzi acho que estás a ser injusto a compará-lo aos jogadores que referiste em cima. O Guendouzi, na minha opinião, está claramente acima desses nomes e destaco mais que veio de uma segunda divisão francesa onde tem uma grande crescimento para fazer e uma adaptação a um futebol diferente.

      Um abraço!

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  3. Respeito a opinião e concordo que com 19 anos o Guendouzi é um jogador com grande margem de progressão. Simplesmente não aprecio as suas características e não concordo em absoluto com a sua titularidade em vez do Ramsey, por exemplo. Oxalá no futuro esteja enganado, no passado houve casos assim.
    O Clichy era um que só tinha velocidade e depois foi melhorando até sair para o City, o Song também era um jogador mediano e com o passar do tempo e muitos jogos nas pernas, evoluiu tanto que foi titular indiscutível durante algumas épocas e transferiu-se para o Barcelona (o seu maior erro).

    Abraço e saudações natalícias.

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