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Özil termina carreira internacional



Mesut Özil anunciou que não jogará mais pela seleção alemã, depois do jogador considerar que foi alvo de um tratamento racista por parte da seleção alemã, em particular do seu presidente Reinhard Grindel.

O jogador do Arsenal deixou um comunicado dividido em três partes nas suas redes sociais, em que fala da controvérsia que causou na Alemanha a sua ligação ao presidente turco Recep Erdogan.

Destaque para a parte final do comunicado lançado, em que o jogador alemão faz duras criticas diretamente ao presidente da federação:

Para ti, Reinhard Grindel, estou desapontado mas não surpreendido pelas tuas acções. Em 2004, enquanto era membro do parlamento alemão, disse que "o multiculturalismo é na realidade um mito e uma mentira para toda a vida", enquanto votava contra a legislação da dupla nacionalidade e de punições por suborno, bem como dizia que a cultura islâmica tornou-se muito entranhada em muitas cidades alemãs. Isto é imperdoável e impossível de esquecer.

O tratamento que recebi por parte da DFB e de muitos outros fizeram-me não querer mais vestir a camisola da seleção alemã. Sinto que não sou desejado e penso que tudo o que conquistei desde que comecei a minha carreira internacional em 2009 foi esquecido.

Pessoas com passados ligados ao racismo não deveriam ser permitidas trabalhar na maior federação de futebol do mundo que tem tantos jogadores de famílias com dupla nacionalidade. Atitudes como essas simplesmente não refletem aquilo que os jogadores supostamente deveriam representar.

É com o coração pesado e depois de muita consideração após os últimos acontecimentos, decidi que não jogarei mais a nível internacional pela seleção alemã enquanto houver este sentimento de racismo e falta de respeito. Costumava vestir a camisola da Alemanha com bastante orgulho e entusiasmo, mas agora já não.

Esta decisão é extremamente difícil de tomar porque dei sempre tudo pelos meus colegas, equipa técnica e pelas boas pessoas da Alemanha. Mas quando os mais altos responsáveis da DFB trataram-me como o fizeram, desrespeitando as minhas raízes turcas e tornando-me em propaganda politica, então foi demais.

Este não é o motivo pelo qual jogo futebol, e não me vou sentar e ficar quieto sem fazer nada. Racismo nunca deve, em vez alguma ser aceite.

Mesut Özil

O seu comunicado é extremamente longo, mas bastante bem redigido e alvo de consideração. A posição tomada pelo jogador é bastante forte e com certeza que haverá responsabilidades que terão que ser tomadas no sei da federação alemã.

Assim, o campeão do mundo de 2014, deixa de representar o país onde nasceu.

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